
O conceito de competência não é algo simples e calcado apenas em um ponto. De acordo com muitos teóricos, a competência é a junção de três elementos, o conhecimento, a habilidade e a atitude, a letra inicial de cada um desses pontos forma o CHA da competência, conheça cada um mais detalhadamente:
É basicamente o saber, dominar um determinado tema ou área. A busca pelo conhecimento é uma jornada não tão prática, que exige tempo e sacrifício. Você pode estudar ou encontrar pessoas que compartilhem novos conhecimentos e que cooperem na busca pelos seus objetivos. Mas precisa entender que o mero conhecimento por si só não consiste naquilo que você precisa.
É saber fazer na prática, transformar todo o conhecimento que possui na teoria estudada em ações reais e que tragam valor ao seu objetivo. Consiste em você saber fazer alguma coisa. Elas são adquiridas por meio de um esforço para realizar atividades ou funções envolvendo ideias (habilidades cognitivas), coisas (habilidades técnicas) ou pessoas (habilidades interpessoais).
É o saber ser. É a iniciativa, fazer algo bem feito e muitas vezes antes mesmo de ser solicitado, entender a demanda e ter proatividade para fazer acontecer, se antecipar às necessidades. É o comportamento que temos diante de situações do nosso cotidiano e das tarefas que desenvolvemos no nosso dia-a-dia, que nos leva a decidir se iremos ou não exercitar nossa habilidade de um determinado conhecimento.
As exigências impostas pelo escotismo na atualidade pressionam o sistema de formação de adultos da UEB a buscar novas soluções formativas, fundamentadas em metodologias educacionais que possam atender à necessidade de capacitar esses adultos a viverem e atuarem numa realidade onde o “saber fazer”, torna-se mais importante do que a detenção de informações e conhecimento.
Dentre essas, desponta a abordagem por competências, defendida por vários estudiosos, com destaque para a obra de Philippe Perrenoud, sueco, doutor em Sociologia e Antropologia, cujo trabalho descrito em sua obra “As 10 novas competências para ensinar”, enfatiza as competências essenciais para o exercício da profissão de professor. Para alguns formadores, a abordagem por competências, por enfatizar um elenco de desempenhos e vivências com sentido muito mais próximo do “saber fazer”, que se identifica com o “aprender fazendo”, um dos pontos do método escoteiro, desperta particular interesse.
Com a aprendizagem acontecendo em torno da importância em se resolver situações-problemas que envolvam distintos graus de complexidade, mobilização de conhecimentos, habilidades e atitudes na resolução de problemas, as competências nos mostram claramente que não se deve apenas aprender nós e amarras, mas deve-se sobretudo, além de aprender, mobilizar esse conhecimento em uma aplicação prática, como construir pioneirias bem feitas.
