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| Curso: | TUTORIA PARA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA - Turma 2024 |
| Livro: | Leitura: Andragogia Geral |
| Impresso por: | Usuário visitante |
| Data: | sábado, 24 out. 2026, 03:34 |
Andragogia diz respeito ao ensino de adultos. Segundo Knowles (1976, p. 17), andragogia é a “arte e a ciência destinada a auxiliar os adultos a aprender e a compreender o processo de aprendizagem de adultos”. A andragogia busca compreender o adulto considerando os aspectos psicológicos, biológicos e sociais.
A andragogia difere da pedagogia se comparada aos modelos pedagógicos conservadores. No entanto, alguns pressupostos da andragogia são semelhantes aos de modelos pedagógicos transformadores.
A educação de adultos embasada em um modelo andragógico tem como princípios:
No modelo de educação andragógico, os alunos participam das diversas fases do processo de ensino-aprendizagem, tais como: diagnóstico das necessidades educativas; elaboração de plano e estabelecimento de objetivos a partir do diagnóstico; e formas de avaliação. A metodologia é voltada para a participação ativa dos alunos, e a organização curricular é flexível, visando atender as especificidades de cada adulto.
O professor é considerado um facilitador, e como tal, sua relação com os alunos é horizontal, tendo como principal característica o diálogo, o respeito, a colaboração e a confiança. O clima propício para a aprendizagem, segundo o modelo andragógico, tem como características o conforto, a informalidade e o respeito, garantindo assim, que o aluno se sinta seguro e confiante.
A andragogia, enquanto modelo para a educação de adultos, é caracterizada pela participação dos alunos, pela flexibilidade e pelo foco no processo, ao invés da ênfase no conteúdo.
Este capítulo reproduz o artigo de autoria de Thais Pacievitch, no site http://www.infoescola.com/educacao/andragogia
Referências:
MARQUES, Francisca Maria Mendes. Andragogia: sonho e realidade. UNAR, Araras (SP), v.1, n.1, p.76-78, 2007.
NOGUEIRA, Sónia Mairos. A andragogia: que contributos para a prática educativa? Linhas: Revista do Programa de Mestrado em Educação e Cultura. Florianópolis. v. 5, n. 2, p. 333-356, dez., 2004.
Com foco na Andragogia, Bellan (2008, p. 34) apresenta o que chama de "método andragógico", a partir de estudos a respeito da andragogia.
Para se falar a respeito de método, deve-se esclarecer que o método "é o conjunto de passos que começa na introdução do conteúdo e termina com a avaliação deste" (Bellan: 2008, p. 75). Diferentemente da técnica, que é um recurso particular, utilizada pelo professor a fim de realizar uma parte específica que o método propõe; de forma que um método de ensino pode utilizar várias técnicas diferentes para atingir o seu objetivo proposto.
O professor Roberto de Albuquerque Cavalcanti apresenta no texto "Andragogia: a aprendizagem nos adultos", que quando se passam 07 (sete) minutos o professor deve iniciar uma nova atividade para diversificar a técnica e segurar a atenção dos alunos, no decorrer de toda a aula, para aumentar o volume de informações assimiladas pelos alunos. Sendo que o professor não deve se esquecer de caprichar na introdução, como forma de motivar o aluno e apresentar os objetivos e o valor que o assunto a ser tratado tem.
Ferramentas importantíssimas são os recursos audiovisuais que se mostram eficazes para transmitir a mensagem e prender a atenção. Dessa forma, a educação possui essa vantagem, pois o aluno de EaD tem disponível diversos meios e tecnologias, como a apresentação da aula em slides do Power Point, o Ambiente Virtual de Aprendizagem com atividades interativas, chats, fóruns, etc.
Bellan (2008, p. 60) apresenta um quadro que apresenta as características da aprendizagem dos alunos adultos e quais as atitudes que devem ser tomadas pelo facilitador:
| Características | Atitudes |
| 1. Sentem-se mais confortáveis e confiados em um ambiente informal. | Criar um clima sem competitividade, onde haja respeito e confiança mútua. |
| 2. São responsáveis por seu próprio aprendizado. | Dar oportunidade de escolha, deixando que os alunos façam opções dentro do processo de aprendizagem. |
| 3. Motivam-se mais quando há variedade de atividades. | Programar atividades de aprendizagem envolvendo o uso dos cinco sentidos do aluno. |
| 4. Iniciam melhor seu aprendizado orientados por uma tarefa. | Planejar sua aula com criatividade, usando diversidade nas técnicas de ensino e recursos audiovisuais. |
| 5. Aprendem melhor quando veem, ouvem e fazem. | Planejar atividades executadas pelos próprios alunos, mesmo que isto tome um tempo maior da aula, evitando a simples demonstração. |
| 6. Preferem participar ativamente da aprendizagem ao invés de apenas receber informações. | Permitir que os alunos participem de todas as etapas de seu aprendizado. |
| 7. Relacionam a aprendizagem com aquilo que já sabem. | Pesquisar fatos da vivência dos alunos e usar estas informações como ferramenta para o ensino. |
| 8. Necessitam de exemplos reais e relevantes à sua vida. | Incluir em sua aula histórias reais, humorísticas e seu testemunho pessoal como exemplos, desde que estejam integrados ao assunto estudado. |
A partir desses levantamentos, cabe compreender que todos os recursos devem ser somente utilizados para estimular e apoiar o aprendizado, motivando o aluno adulto. O estudo desses autores vem ao encontro da ideia de que o professor/facilitador na educação a distância deverá ser capaz de utilizar técnicas adequadas ao ensino de adultos, traçando um bom planejamento, organizando o seu curso e avaliando a atuação do aluno em todo o processo. O sucesso do ensino e da aprendizagem está nesses aspectos fundamentais.
Excerto do trabalho "Andragogia e educação a Distância" de Priscila da Silva Almeida (2011), em http://bit.ly/2CQcX71.
Conforme apresentado por Bellan (2008, p. 80) existem técnicas que favorecem o envolvimento e aprendizagem do aluno adulto. Conforme o objetivo e após analisar o domínio cognitivo do aluno, é possível se utilizar fazer com que o aluno tire proveito das tarefas propostas. Passa-se agora à apresentação de algumas das técnicas mais utilizadas:
Depois que o facilitador desenvolver todas essas técnicas, ele deverá avaliar o aluno, assim, ele poderá saber se os objetivos foram alcançados. O ensino é um processo que busca a aquisição de conhecimentos e habilidades que impliquem uma mudança de comportamento dos participantes, de forma que a avaliação torna-se um elemento fundamental nesse processo.
De acordo com Martins (2006, p. 55) "é através da avaliação que se poderá verificar até que ponto o ensino tem alcançado os resultados pretendidos". Ressalta-se que a avaliação acaba assumindo características específicas nas diferentes teorias da Educação. Na avaliação dos alunos adultos, bem como na educação a distância, esse processo ocorre através da observação de seu comportamento frente a situações apresentadas. Dessa forma, o educando mantém uma participação ativa, inclusive nesta parte do ensino.
Excerto do trabalho "Andragogia e educação a Distância" de Priscila da Silva Almeida (2011), em http://bit.ly/2CQcX71.